Finanças

Milei quer entregar Aerolíneas aos funcionários; sindicalista responde: “nem morto”

A empresa deve registrar em 2023 seu 15⁰ ano consecutivo de prejuízos. Por dia, a estimativa é de que a companhia registrou um prejuízo de US$1,19 milhão.

Milei quer entregar Aerolíneas aos funcionários; sindicalista responde: “nem morto”
Fonte: Reuters

Levantamento feito pelo jornal Clarín, de oposição ao Kirchnerismo, aponta que a Aerolíneas Argentinas gerou um prejuízo de US$8 bilhões nos últimos 15 anos. A maior parte ocorreu em 2020. Ainda assim, mesmo em anos “normais”, a situação é de prejuízos constantes. Javier Milei, presidente eleito, afirma já ter uma solução.

A empresa deve registrar em 2023 seu 15⁰ ano consecutivo de prejuízos. Por dia, a estimativa é de que a companhia registrou um prejuízo de US$1,19 milhão.

Para Milei, novo presidente, de visão anarcocapitalista, a solução é uma privatização por meio de “doação”. Na prática, Milei quer entregar a empresa aos funcionários. O mesmo ocorreu no Brasil, com a Varig (neste caso, a doação partiu do fundador da companhia).

Sindicalistas rejeitam ideia

Pablo Biró, presidente do sindicato de pilotos da Argentina, diz que a privatização só ocorrerá mediante um “massacre”. Nesse sentido, o sindicalista afirma que os pilotos e funcionários não aceitarão a venda.

O sindicalista menciona que a estatal poderia atingir lucro caso a carga tributária do setor fosse reduzida. Ainda segundo Biró, a empresa realiza 320 voos diários, a um custo médio de US$20 mil. Em outras palavras, registra um prejuízo médio de US$4 mil por voo.

Por fim, o sindicalista menciona que a empresa “não tem como funcionar sem financiamento do Estado”. Sobre a proposta de entregar aos funcionários o controle da empresa, Biró menciona que isto seria como “apontar uma arma na cabeça dos funcionários”.

Milei
Fonte: Reuters
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Sobre o autor
Leonardo Rubinstein
Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.
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