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Edward Snowden exalta Bitcoin em entrevista: ‘é dinheiro livre’, diz

Durante a entrevista, Snowden diz que privacidade é aquilo que diz que “você pertence a você mesmo ao invés da sociedade”.

Edward Snowden exalta Bitcoin em entrevista: ‘é dinheiro livre’, diz
(Imagem: picture-alliance/Kyodo)

Edward Snowden, ex-analista de inteligência dos Estados Unidos, disse em entrevista ao Bitcoin Amsterdã que a criptomoeda representa liberdade e privacidade. Snowden atualmente possui um perfil no Nostr, rede social criptografada muito utilizada pela comunidade bitcoiner, e endossada pelo ex-CEO do Twitter Jack Dorsey.

Durante a entrevista, Snowden diz que privacidade é aquilo que diz que “você pertence a você mesmo ao invés da sociedade”. Ele diz que Bitcoin poderá democratizar a privacidade.

“Bitcoin é dinheiro livre. Você é capaz de trocar, e negociar, sem permissões. Privacidade é liberdade de interagir sem permissão. Vivemos em um mundo onde a liberdade é para profissionais, peritos, ricos, a elite. Mas não podemos viver em um mundo livre, onde a privacidade é um privilégio”, diz.

Quem é Edward Snowden?

Snowden ficou mundialmente conhecido por expor programas de vigilância em massa conduzidos pela Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA). Ele nasceu em 21 de junho de 1983, em Elizabeth City, Carolina do Norte.

Em 2013, Snowden vazou milhares de documentos confidenciais da NSA para os jornalistas Glenn Greenwald, Laura Poitras e Ewen MacAskill. Nesse sentido, esses documentos revelaram a extensão das atividades de vigilância eletrônica da NSA, incluindo programas como o PRISM, que coletava dados de grandes empresas de tecnologia, como Google, Facebook, Microsoft e Apple, sem o conhecimento do público.

Após o vazamento, Edward Snowden fugiu dos Estados Unidos para Hong Kong e, posteriormente, buscou asilo político em diversos países. Desse modo, ele acabou recebendo asilo temporário na Rússia, onde vive desde então.

As ações de Snowden desencadearam um intenso debate sobre privacidade, liberdades civis, segurança nacional e o papel do governo na era digital. Além disso, enquanto alguns o consideram um herói e defensor da liberdade de informação, outros o veem como um traidor por divulgar informações sensíveis e colocar em risco a segurança nacional dos EUA. Seu caso é frequentemente mencionado em debates sobre privacidade e cibersegurança em todo o mundo.

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Sobre o autor
Leonardo Rubinstein
Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.
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