Radar Cripto

No Bitcoin, o caos gera a evolução natural do sistema

Altas taxas, abundância de movimentações on-chain e muitas dúvidas sobre a sustentabilidade da rede. Neste relatório sanaremos estes questionamentos e compararemos com a perspectiva macroeconômica atual.

Resumo

👉O surgimento de novas funcionalidades na rede Bitcoin, como ordinals e tokens BRC-20, indica possíveis alternativas para a recompensa por bloco no futuro;

 

👉Houve cinco momentos na história em que as taxas de transações ultrapassaram a recompensa por emissão de novos bitcoins, indicando uma possível tendência para o futuro;

 

👉O padrão BRC-20 permite a criação de tokens no Bitcoin, gerando interesse e debate na comunidade;

 

👉A alta demanda por tokens BRC-20 tem levado a taxas de transações mais altas e obstruído a mempool do Bitcoin;

 

👉Alguns membros da comunidade criticam o padrão BRC-20, enquanto outros veem potencial para novos casos de uso;

 

👉O aumento nas recompensas de mineração contribui para a segurança da rede, atraindo investidores e aumentando o poder computacional, que está nas máximas;

 

👉O aumento na atividade de transações on-chain e na quantidade de tokens BRC-20 negociados indica uma maior adoção da rede Bitcoin;

 

👉A rede Bitcoin ainda enfrenta desafios de escalabilidade, mas espera-se que novas soluções surjam no futuro, pressionadas pela elevação das taxas;

 

👉A atual estrutura de preço está sendo majoritariamente sustentada por força spot, que por outro lado, segue com CVD lateral, indicando pouco viés direcional deste mercado;

 

👉Taxas de financiamento apotam possível fundo local de curtíssimo prazo;

 

👉A inflação nos EUA mostra sinais de desaceleração, o que pode levar a uma pausa no ciclo de aperto monetário do Fed e beneficia ativos de risco a curto prazo;

 

👉Possíveis cortes nas taxas de juros no futuro podem levar a uma recessão, mas também podem aumentar a demanda por Bitcoin como proteção contra a expansão da oferta monetária;

No Bitcoin, o caos gera a evolução natural do sistema


Introdução

Enquanto o preço do bitcoin lateraliza dentro da mesma faixa de negociação que se estende desde março, o principal foco de discussão na comunidade tem sido o aumento abrupto das taxas de transações e movimentações on-chain.

Como vocês sabem, nossos relatórios costumam introduzir por padrão um rastreamento sobre a atividade on-chain, principalmente por entendermos que estas dados fazem parte da estruturação fundamental da rede e por consequência, da negociação do ativo.

Por conta disso, neste relatório não será diferente. Hoje abordaremos mais profundamente a atividade on-chain e compreenderemos os impactos dos ordinais e tokens BRC-20.

Lembrando que trouxemos na segunda-feira o artigo “Congestão via NFTs e tokens BRC-20 são um ataque à rede Bitcoin?” justamente para começarmos a discutir estes dados, assim também poderemos abordar neste relatório modelos de ciclo on-chain, mercado futuro e macro.

No Bitcoin, o caos gera a evolução natural do sistema

Vale notar que por mais que estejamos lateralizados, no dia 10 de abril tivemos a maior variação mensal positiva desde outubro de 2021, quando o bitcoin atingia máxima histórica.

Isto demonstra que tivemos nos últimos meses uma valorização considerável, embora muito se foquem em dias ou semanas de baixa variação e/ou negativa, nós abordarmos sempre uma perspectiva mais abrangente da alocação em bitcoin.

Entretanto, esta lateralização atual é oportuna para que possamos direcionar nossos estudos para as atuais evoluções e mudanças significativas que estão ocorrendo na rede. Vamos lá!

Novas Utilizações da Rede Bitcoin

Um dos temas que tem gerado bastante questionamento no Bitcoin é a sustentabilidade do processo de mineração a longo prazo, isto pelo fato da escassez programada na emissão de novas unidades monetárias.

O planejamento de emissão de bitcoin vem desde a criação da blockchain e funciona de modo a cortar pela metade a quantidade emitida por bloco aproximadamente a cada 4 anos (240000 blocos), estamos neste momento no patamar de 6.25 BTC na recompensa por bloco.

No momento que esta emissão chegar a zero (ou próximo de zero) significará que mineradores não ganharão mais novos bitcoins, assim como significará que estaremos chegando ao teto de emissão. A partir deste momento, teoricamente, apenas taxas de transações recompensarão a atividade de mineração.

A principal dúvida hoje é se estas taxas de transações futuras serão suficientes para manterem mineradores lucrativos e garantirem que existem incentivos econômicos suficientes para a manutenção da rede.

Hoje, com o surgimento de novas funcionalidades na rede Bitcoin, como o ordinals e tokens BRC-20, podemos ver os primeiros indícios de como este futuro ocorrerá.

A maior probabilidade é que com o aumento dessas novas utilidades para a rede a quantidade de taxas ultrapasse a recompensa de bloco nos próximos anos, fazendo com que os ganhos de mineração sejam na maioria proveniente de taxas.

No Bitcoin, o caos gera a evolução natural do sistema

Na realidade, já houveram ao menos 5 momentos na história onde os ganhos provenientes de taxas de transações ultrapassaram a recompensa por emissão de novos bitcoins. Isto ocorreu em 2013, 2016, 2017 e nesta semana dia 8 de maio.

É possível que vejamos mais destes eventos ocorrerem no futuro a medida que maior demanda por espaço de bloco apareça.

Recentemente, um novo padrão experimental chamado BRC-20 para criar tokens no Bitcoin tem gerado grande interesse na comunidade. Embora o modelo seja uma imitação básica do ERC-20 da Ethereum, ele tem sido adotado rapidamente e obstruído a mempool do Bitcoin, elevando a taxa média para mais de $30 por transação.

No Bitcoin, o caos gera a evolução natural do sistema

Os primeiros tokens do BRC-20, como ORDI e VMPX, atingiram valores de mercado multimilionários em poucos dias, negociando OTC via Discord chats e Google Sheets. Com o tempo, grandes exchanges como Crypto.com e Gate.io também listaram para negociação.

Alguns membros da comunidade Bitcoin têm criticado o padrão BRC-20, rotulando-o como um “ataque DDoS” no espaço de bloco e um incômodo para usuários comuns. Outros, no entanto, argumentam que o modelo de token desbloqueia novos casos de uso experimentais para transações no Bitcoin.

O aumento nas recompensas de mineração também ajudou a complementar a segurança da rede, elevando o pagamento médio por bloco para mais de 11 BTC. Os utilizadores que estão criando no BRC-20 ofertam mais de 600 satoshis por byte virtual (sat/vB) para garantir a inclusão de suas transações no próximo bloco.

No Bitcoin, o caos gera a evolução natural do sistema

Isto significa que mineradores estiveram ganhando 74% a mais BTC do que se estivessem apenas recebendo o subsídio de bloco com novas emissões de moedas. Algo bastante positivo para o setor e que provavelmente atrairá muitos investidores, que em última instância elevará ainda mais o pode computacional total da rede.

No Bitcoin, o caos gera a evolução natural do sistema

Algo que inclusive atingiu máxima histórica no dia 1 de maio, indicando que este crescimento nas movimentações on-chain está atraindo cada vez mais empresas e investidores para o setor de mineração de bitcoin.

Este aumento de atividade também fez com que a quantidade de transações da rede atingissem o maior valor já registrado na blockchain no dia 1 de maio.

No Bitcoin, o caos gera a evolução natural do sistema

Mais de 682 mil transações concluídas foram feitas neste dia, ultrapassando o maior valor anterior de 490 mil no dia 14 de dezembro de 2017, próximo ao topo de bull market e no meio da conhecida “bolha dos ICOs”.

Inclusive vale notar o padrão gráfico mostrado acima, algo que pode ser representado como “inorgânico” para variação normal na quantidade de transações que estavam ocorrendo nos últimos 2 anos.

Isto é um reflexo de mais de 4 milhões de inscrições BRC-20 realizadas nos últimos meses, algo que gerou mais de $24 milhões em taxas de transações até o momento. Lembrando que estas transações datam seu início em meados de março deste ano, toda esta movimentação ocorreu em pouco menos de 3 meses.

Os tokens BRC-20 são fungíveis, o que significa que cada token é idêntico e intercambiável com outros tokens da mesma classe. Eles podem ser usados para representar qualquer tipo de ativo ou mercadoria, como ações, moedas fiduciárias, ouro, prata, entre outros.

A emissão de tokens BRC-20 é feita por meio de mineração, assim como acontece com o Bitcoin. Os mineradores que criam novos blocos da rede Bitcoin têm o direito de incluir novas transações em seus blocos e, assim, receber as recompensas associadas a essa atividade. Ao incluir transações de emissão de tokens BRC-20 em um bloco, os mineradores podem receber novos tokens como recompensa.

Os tokens BRC-20 são negociados em plataformas de negociação de criptomoedas, como a Binance, Crypto.com e Gate.io. Entretanto, este mercado é relativamente novo e tem sido dominado por investidores especulativos, o que levou a uma grande volatilidade de preços.

Restará aguardar e acompanhar a evolução destas novas utilidades e ferramentas da rede Bitcoin. Em nossa perspectiva isto agregará bastante valor para mineradores e atrairá novos usuários para a rede, embora acabe penalizando pequenas transações monetárias.

Por este motivo, acreditamos que isto fará com que novas soluções de escalabilidade surjam.

No Bitcoin, o caos gera a evolução natural do sistema

O processo de desenvolvimento de tecnologias para escalar a utilização e adoção no Bitcoin tem sido fortemente guiado com base no ciclo de aumento de taxas, como vemos no diagrama acima.

As altas taxas de transações geram aumento na demanda por barateamento nas movimentações, esta alta demanda acaba pressionando desenvolvedores a criarem soluções para este problema. Foi o que ocorreu com atualizações como Lightning Network, Liquid, SegWit, etc.

Estas soluções fazem com que as taxas de transações caiam, algo que eventualmente acaba ajudando a atrair novos usuários e favorecendo uma maior utilização da rede.

Este aumento na adoção juntamente com uma maior escassez e crescimento do entendimento sobre o mercado atrai novos usuários que por sua vez aumentam a quantidade de transações, posteriormente reiniciando o ciclo com novos picos de taxas de movimentações.

Esperamos que nos próximos anos diversas novas tecnologias de escalabilidade e utilidade surjam no Bitcoin, trazendo novas formas de interagir com a rede e negociar no mercado. Isto é algo que faz parte do ciclo de crescimento do bitcoin, aumentando seu potencial cada vez mais.

Mercado Spot e Futuro

Agora que já falamos sobre os tópicos mais comentados do bitcoin recentemente, vamos compreender como tem se desenrolado a negociação em meio a todas estas informações dispersas.

Quando observarmos a atividade de negociação de BTC nas bolsas centralizadas, verificamos àquilo que vínhamos citando nos últimos relatórios.

No Bitcoin, o caos gera a evolução natural do sistema

A atual estrutura de preço está sendo majoritariamente sustentada por força spot, que por outro lado, segue lateralmente indicando pouco viés direcional deste mercado.

Quando olhamos para o CVD do mercado à vista vemos está no mesmo patamar dos últimos 50 dias, sugerindo pouco viés direcional, ou em outras palavras, forças opostas de mercado atuando simultaneamente.

 Entretanto, no mercado futuro o cenário é diferente. O viés direcional está predominantemente atuando na ponta vendedora, indicando que traders especuladores têm fornecido mais pressão de venda sobre o ativo neste período.

Embora, esta pressão de venda não tem sido suficientemente forte para empurrar o preço do bitcoin para patamares muito inferiores. Justamente pelo fato de existir uma força compradora constante absorvendo moedas que estão sendo despejadas.

No Bitcoin, o caos gera a evolução natural do sistema

Outra forma de vermos esse sentimento predominante bearish no mercado futuro é através das taxas de financiamento de contratos perpétuos, indicador que acompanhamos constantemente em nossos relatórios.

🔗 As taxas de financiamento são utilizadas para equilibrar o preço do contrato com o preço de mercado à vista. Elas são ajustadas periodicamente com base na diferença entre o preço do contrato e o preço de mercado. Se o preço do contrato estiver acima do preço de mercado, os compradores do contrato pagam uma taxa para os vendedores, e vice-versa.

Como vemos, taxas negativas indicam predominância de contratos abertos de posição vendida indicando a predominância de sentimento dos últimos dias.

O interessante é que as taxas de financiamento estiveram tão baixas quanto em março, momento onde o preço de mercado teve um recuo forte antes de ir buscar os $30k. Geralmente, estes momentos de taxas fortemente negativas ajudam para a formação de uma reversão de preço no curto prazo.

Isto acontece por conta de ter muitos contratos abertos numa determinada posição, no momento em que o preço desvia um pouco para a direção oposta estes contratos são liquidados e acabam gerando um efeito cascata conhecido como “squeeze“.

Modelos de Ciclo on-chain

É interessante notar que mesmo com os grandes picos de atividade on-chain e alterações em indicadores relacionados a taxas e movimentações, não tivemos alterações nos nossos principais modelos de precificação on-chain que acompanhamos.

Permanecemos em tendência de criação de momentum, embora, não tão rápido e forte como muitos gostariam devido a fatores externos ao mercado.

No Bitcoin, o caos gera a evolução natural do sistema

O Índice de Risco on-chain está atualmente em 0.42 e continua subindo após atingir a zona de fundo em novembro, sinalizando finalização do ciclo de baixa naquele momento.

Vale notar que a banda inferior de preço justo, que faz parte da composição do índice, está atualmente posicionada em $31.5 e acaba servindo como a principal região de resistência de preço que vemos até o momento.

De acordo com este modelo, com base na precificação de longo prazo dos ciclos, bitcoin permanece na zona de subvalorização e ainda distante de um desvio acentuado acima da precificação “justa”.

Acreditamos que um possível movimento de correção pode ocorrer no segundo semestre deste ano, com um ponto de reversão ocorrendo possivelmente nos próximos 60 dias. Esta visão poderá fazer com que o ciclo de 2019-2020 se repita em termos de ação de preço.

Para este efeito, consideraremos o valor de 0.90 do índice como sendo uma possível região onde o risco de alocação aumentará, já que foi neste mesmo ponto que o preço recuou em 2019.

No Bitcoin, o caos gera a evolução natural do sistema

Obviamente não utilizaremos apenas um indicador para tentar rastrear esse possível momento de exaustão, que chamamos de “mid-cycle” no relatório anterior. Existem outros que podem fornecer uma visão similar.

Um destes indicadores é o PnL não-realizado, muitas vezes já referenciado em relatórios anteriores. Este indicador mostrou os últimos dois pontos intermediários dos ciclos anteriores, embora em 2017 não tenha sido suficiente para fazer o preço recuar muito.

Em 2019 a região de 0.17 desde indicador forneceu o exato ponto onde ocorreu o topo de mercado local, algo que precedeu uma queda expressiva até março de 2020.

Por enquanto, ainda não estamos nesta região, mas vale lembrar que em euforias de preço de curto prazo é possível que o índice suba rapidamente e de uma semana para outra para bater este ponto de observação. Obviamente alertaremos de imediato quando este e outros indicadores apresentarem uma visão similar, como fizemos em novembro.

Macro

Segundo os índices do Índice de Preços ao Consumidor divulgados esta semana, a inflação de preços nos Estados Unidos apresentou sinais contínuos de desaceleração em abril. Em termos anuais, o IPC ficou em 4,9%, marcando a primeira leitura abaixo de 5% em dois anos.

No Bitcoin, o caos gera a evolução natural do sistema

Além disso, é importante ressaltar que essa é a décima queda consecutiva registrada em relação ao mesmo período do ano anterior, o que configura a mais longa sequência da história dos dados.

No Bitcoin, o caos gera a evolução natural do sistema

Com a inflação ligeiramente abaixo das estimativas consensuais para o mês de abril, os mercados aumentaram a probabilidade de uma pausa no ciclo de aperto monetário do Fed, ao invés de um próximo aumento, o que é positivo para os ativos de risco no curto prazo.

No momento que este relatório é produzido, o mercado estima uma probabilidade de 93,8% de não existirem mais elevações nas taxas de juros, contra apenas 6,2% de mais um aumento de 25 pontos-base.

Por conta disso, é possível que o “FED Pause” esteja bem próximo de ocorrer, uma vez que a próxima reunião do FOMC será feita no dia 14 de junho. É importante lembrar que no início do ano muitos analistas afirmavam que o “FED pivot” viria ainda no primeiro trimestre, algo que discordávamos.

É possível que somente agora em junho teremos de fato uma parada na elevação e que cortes nas taxas de juros só venham meses a frente.

No Bitcoin, o caos gera a evolução natural do sistema

Agora para concluirmos esta parte de macro, devemos ter sempre em mente o gráfico acima. Algo que parece que muitos analistas do mercado tradicional estão ignorando.

Historicamente, os períodos de cortes nas taxas de juros precederam as últimas 4 recessões nos Estados Unidos. Inclusive, a recessão ocorreu durante o período de queda da taxa de juros-base da economia.

Isso acontece por conta do Banco Central funcionar sempre com atrasado, assim como geralmente funcionar no modo “emergência”. Eles sobem juros para conter disparada de preços e cortam juros para conter disparada na desaceleração econômica de desemprego (recessão).

Portanto, é bom termos em mente um cenário onde o início dos cortes na taxa de juros, provavelmente em algum momento do segundo semestre, se alinhe com o início de uma recessão.

Neste cenário, provavelmente teremos ativos de risco no geral sofrendo com redução de liquidez e alta aversão ao risco, bitcoin poderá sentir também este efeito. Entretanto, não acreditamos que isto vá gerar um grande “desastre” para o preço do BTC.

E a resposta está aqui:

No Bitcoin, o caos gera a evolução natural do sistema

É natural que durante este processo de contração da atividade econômica e recessão, governos ao redor do planeta comecem novamente a expandir sua oferta monetária para estimular a economia e tentar conter o problema que eles mesmos geraram.

Bitcoin é um buraco negro de liquidez, isto significa que é um dos ativos que é mais sensível com alterações de oferta monetária no planeta. Isto ocorre justamente pela compreensão ideológica e do porquê foi desenvolvido.

Como vimos em ciclos anteriores, no momento que uma recessão ocorrer e governos ao redor do planeta começarem a expandir seus balanços de ativos e base monetária, bitcoin será um dos primeiros a captar parte deste capital, tendo retornos positivos novamente.

Continuaremos rastreando estas movimentações macro e acreditamos que caso este cenário que estamos teorizando ocorra, teremos uma boa oportunidade de entrada novamente antes de um novo ciclo de alta exponencial.

Visão de Curto, Médio e Longo Prazo

CURTO PRAZO (NEUTRO): O preço de curto prazo segue lateralizado na mesma faixa que se estende desde março, algo que nos impede de fazer grandes previsões.

A faixa atual entre $26.7k e $29.2k se tornou a principal região de negociação e está encapsulado buscando liquidez abaixo e acima sem tomar grandes passos direcionais.

No Bitcoin, o caos gera a evolução natural do sistema

Nos últimos dois relatórios nos posicionamos bullish com base nos indicadores de médio prazo que apresentamos, não houveram grandes alterações desde então. Ainda é possível que bitcoin atinja valores mais altos antes de tomar de fato um impacto negativo maior.

Algo que condiz com isto é a quantidade de ordens de compra spot que estão sendo prenchidas no mercado, como citamos no relatório as compras à vista permanecem constantes e isto tem fornecido um piso de preço.

Entretanto, vamos manter nosso viés neutro até que tenhamos uma visualização mais clara sobre a tendência de preço dentro desta faixa de negociação e indecisão.

MÉDIO PRAZO (NEUTRO): Como estes indicadores de ciclo on-chain estão se alinhando com indicadores macroeconômicos, é possível que a melhor forma de se posicionar para o médio prazo (até 1 ano a frente) seja de forma neutra.

Acreditamos que caso este cenário de recessão se estabeleça, algo com alta probabilidade, o preço do bitcoin sofrerá no médio prazo e talvez só engate uma alta expressiva de preços no próximo ano de 2024 se estendendo até 2025.

Vamos aguardar mais informações, mas é melhor ficarmos neutro nesta perspectiva até sabermos quando de fato poderá ocorrer esta correção.

LONGO PRAZO (BULLISH): Para o longo prazo não temos muito o que alterar aqui, principalmente pelo fato de estarmos nos aproximando do próximo halving, estimado para abril de 2024.

Este período também condiz com a finalização do ciclo de baixa de vimos em 2019 como apresentamos no relatório anterior. Por conta destes fatores acreditamos que a perspectiva de longo prazo para o bitcoin é uma das mais bullish que tivemos na história recente.

Principalmente com o constante crescimento do entendimento sobre bitcoin e aumento no desenvolvimento de novas tecnologias de escalabilidade como citamos anteriormente.

Este é um dos melhores momentos para ser um bitcoiner.

#HODL!

Sobre o autor
BlockTrends
A BlockTrends e a edtech de criptoativos do grupo QR Capital. Produz analises sobre mercado cripto, financas, tecnologia e economia, conectando dados a contexto editorial.