Criptomoedas

9 mitos do Bitcoin desmentidos pela Fidelity

Sobre ser um meio de pagamento efetivo, o relatório reconhece as limitações da moeda digital em termos de capacidade e custo de transações. Mas ressalta que estas são trocas intencionais para garantir descentralização e imutabilidade.

9 mitos do Bitcoin desmentidos pela Fidelity
(Imagem: Bing AI)

Em um relatório recente, a Fidelity Digital Assets, braço de criptoativos da gigante financeira Fidelity Investments, rebateu nove críticas ao Bitcoin. A gestora afirma que existem nove mitos que cercam a criptomoeda e que podem ser facilmente refutados.

Assim, a Fidelity destaca a resiliência da criptomoeda, bem como seu potencial no cenário financeiro digital. Na primeira delas, a Fidelity argumenta que a volatilidade do Bitcoin é um subproduto de um mercado livre de intervenções e manipulações.

A empresa sugere que a inelasticidade da oferta do Bitcoin, limitada a 21 milhões de moedas, é uma característica que promove a verdadeira descoberta de preços. Apesar das flutuações.

Sobre ser um meio de pagamento efetivo, o relatório reconhece as limitações da moeda digital em termos de capacidade e custo de transações. Mas ressalta que estas são trocas intencionais para garantir descentralização e imutabilidade.

A Fidelity vê o Bitcoin como mais adequado para transações de alto valor, onde a segurança é primordial. Ademais, a Fidelity rebate a noção de que o Bitcoin é prejudicial ao meio ambiente, apontando que a maioria da mineração é feita através de fontes renováveis ou energia que seria desperdiçada.

A empresa defende que a segurança e funcionalidade da rede justificam o consumo de energia do Bitcoin. A Fidelity insinua, sem uma resposta direta, que as propriedades únicas do Bitcoin são difíceis de replicar, sugerindo que a criptomoeda manterá sua posição dominante mesmo com o aumento da concorrência.

O relatório aborda a crítica de que o Bitcoin não é respaldado por nada, argumentando que, assim como outras moedas, seu valor vem da confiança e do consenso entre seus usuários, além de suas características técnicas distintas.

Incertezas e regulação

A Fidelity também reconhece a possibilidade de bugs no código do Bitcoin, mas destaca a comunidade ativa de desenvolvedores que trabalha continuamente para garantir a segurança e a robustez da rede.

A Fidelity vê a regulamentação crescente como um indicativo de que o Bitcoin está sendo adotado e reconhecido por seu valor. Embora a incerteza regulatória possa ser um obstáculo, a regulamentação adequada pode facilitar a integração da criptomoeda no sistema financeiro tradicional.

O relatório reconhece que o interesse no ativo não está garantido. A Fidelity destaca que a adoção depende da valorização contínua de suas propriedades únicas pelos usuários e investidores.

Por fim, a Fidelity afirma que existem incertezas quanto ao Bitcoin, mas observa que isso é comum a todas as tecnologias e investimentos. A empresa enfatiza que, apesar dos riscos desconhecidos, o potencial do Bitcoin permanece significativo.

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Sobre o autor
Leonardo Rubinstein
Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.
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