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Crise financeira no Líbano tem como alternativa o Bitcoin

A moeda do Líbano está em uma espiral descendente desde 2019, já que a libra perdeu 90% de seu valor desde então.

Os relatórios observam que a situação financeira do país ficou tão ruim depois da guerra civil que os economistas se referiram ao sistema financeiro do Líbano como um “esquema Ponzi regulado nacionalmente”.

Resumidamente, o governo libanês gastou suas reservas, alavancou a ajuda externa e “equilibrou suas contas com as receitas do turismo” após a guerra civil. Hoje ele sofre com uma forte desvalorização da sua moeda frente ao dólar.

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A crise financeira no Líbano

O Líbano está afundado em um dos episódios de crise mais grave da sua história. No curto prazo, o melhor que se pode esperar é um cenário de “desordem” econômica.

A economia libanesa hoje atinge novas mínimas – em menos de dois anos, a moeda do país perdeu 90% em relação ao dólar americano. A situação ficou crítica desse jeito porque o país ainda é muito dependente da moeda estrangeira. 

O Líbano era conhecido como “a Suíça do Oriente Médio” há décadas por causa de suas rígidas leis de sigilo bancário. O centro de Beirute, destruído pela guerra civil, ergueu-se com arranha-céus construídos por arquitetos internacionais e shoppings luxuosos cheios de butiques de estilistas que aceitavam pagamentos em dólares.

Mas à medida que o país afunda cada vez mais na crise econômica e no endividamento, os bancos que antes atraíam tanto capital estrangeiro para o país também estão em apuros.

No gráfico abaixo, percebemos que a curva de inflação subiu consideravelmente após o final de 2019.  Inflação galopante do Líbano a partir de 2019.

Engenharia Financeira

Após a guerra civil, o Líbano equilibrou suas contas com receitas de turismo, ajuda externa, ganhos de sua indústria financeira e a generosidade dos estados árabes do Golfo, que financiaram o estado reforçando as reservas do banco central.

No entanto, uma de suas fontes de dólares mais confiáveis ​​foram as remessas de milhões de libaneses que foram para o exterior em busca de trabalho. Mesmo na crise financeira global de 2008, eles enviaram dinheiro para casa. Acontece que as remessas começaram a desacelerar a partir de 2011. 

Por consequência, o déficit orçamentário disparou e o balanço de pagamentos afundou ainda mais no vermelho.

Em 2016, os bancos começaram a oferecer taxas de juros notáveis ​​para novos depósitos de dólares. O banco central Banque du Liban, liderado pelo ex-banqueiro do Merrill Lynch, Riad Salameh, desde 1993, introduziu a “engenharia financeira”, uma série de mecanismos que equivale a oferecer aos bancos retornos altos em novos dólares.

Os dólares voltaram a fluir e os bancos continuaram a financiar a farra de gastos. Depois de alguns truques de engenharia financeira, os líderes do país conseguiram empréstimos para construir arranha-céus, restaurantes e boutiques de estilistas, shoppings de luxo e muito mais. 

Durante esse período, podemos notar que só os interesses políticos são levados em conta. Pois quando os políticos e legisladores distribuem incentivos fiscais, subsídios e favores regulatórios, os beneficiários são geralmente grandes empresas estabelecidas e não necessariamente as pequenas empresas locais. 

O truque de engenharia financeira ninguém descobriu qual era, mas em compensação, o custo do serviço da dívida do Líbano aumentou para cerca de um terço ou mais dos gastos orçamentários.

Quando o estado precisou conter os gastos, os políticos se orgulhavam de um aumento salarial do setor público antes das eleições de 2018. (O brasileiro sabe bem como funciona). E então, o fracasso do governo em realizar as reformas, levou os doadores estrangeiros a retirarem do bancos libaneses bilhões de dólares em ajuda que haviam prometido.

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Em 2019 a bolha estourou. Após muitos protestos dos cidadãos libaneses por causa da taxação das chamadas de WhatsApp, as entradas de moeda estrangeira secaram e os dólares saíram do Líbano. Os bancos não tinham mais dólares suficientes para pagar os depositantes na fila do lado de fora, então eles fecharam suas portas. A polícia libanesa protegeu bancos de Beirute durante protestos

A moeda entrou em colapso, caindo de 1.500 por dólar para uma taxa de câmbio de até 8.000.

O Banco Mundial disse na terça-feira passada que a crise econômica e financeira do Líbano pode ser classificada como uma das três mais graves que o mundo já viu desde meados do século XIX.

Enquanto isso, o Líbano inicia negociações com o Fundo Monetário Internacional para tentar resolver essa crise. 

Bitcoin como alternativa

À luz da crise financeira e do colapso do sistema monetário no Líbano, as pessoas estão procurando sistemas alternativos aos bancos e soluções para a atual crise. 

Relatórios anteriores mostraram que os cidadãos libaneses já estavam se voltando para as criptomoedas como investimentos alternativos. Em alguns casos, na esperança de recuperar suas perdas em meio à crise financeira.

Agora, os libaneses estão buscando ainda mais investimentos em criptomoedas, disse Max Drifterson, um entusiasta de cripto que negocia com criptomoedas no Líbano.

“A ideia [de criptomoedas] é ter mais liberdade e controle de suas próprias finanças. Para os cidadãos em países com grande dificuldade financeira, as criptomoedas podem oferecer uma grande saída porque não têm custódia, com taxas de transação mínimas, para citar algumas características desejáveis ​​em tais países”, disse Drifterson.

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Para você ter uma ideia, os downloads da carteira de bitcoin BlueWallet cresceram 1.781% no Líbano em 2020 em comparação com 2019. A carteira digital possui integração facilitada com a Lightning Network, solução de segunda camada para escalar o bitcoin com transações rápidas e baratas.

Enquanto a população do Líbano acata a economia digital como nova alternativa, o endividamento público é a resposta do Banco Central para todas as perguntas.

Nos últimos dez anos, a dívida em dólares dos mercados emergentes mais do que dobrou por consequência da política monetária expansionista e de juros baixos dos países desenvolvidos. Já que as taxas de juros extremamente baixas do dólar, do euro e do iene atraíram muitos governos das economias emergentes a tomar empréstimos em moedas estrangeiras. Muitos destes terão de enfrentar problemas de dívida externa quando as taxas de juros nos Estados Unidos e na Europa voltarem a subir.

“Por mais poderes que os Estados tenham sobre essa economia, não se altera o fato que bens e riqueza não podem ser criados do nada. Vários investimentos originados unicamente da sua expansão monetária irão necessariamente falir e empobrecer a economia. No longo prazo, suas ações apenas atrapalham o enriquecimento da economia como um todo” – Hans-Hermann Hoppe.

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Neto

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