Artigo

5 razões para você investir em Bitcoin


Por Gabriel Aleixo
Maio 15, 2020

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Roya e Forough são empreendedoras sociais desempenhando um nobre papel numa região marcada por graves conflitos: o Afeganistão. Elas criaram uma fundação que busca incluir outras mulheres na economia formal, ensinando-as habilidades úteis no mundo digital como um todo, para além das necessidades locais.

Apesar do excelente trabalho feito na área educacional, há algo que impede o sucesso da iniciativa. Quase nenhuma dessas mulheres podem ter contas bancárias ou acesso a meios de pagamentos. Por trás disso existem duas razões: uma cultura que as segrega e a impossibilidade de que tecnologias financeiras tradicionais resolvam o problema. A solução para que recebessem por seu trabalho? O Bitcoin.

Sob quase todas as perspectivas possíveis, o país está longe de ser um paraíso. Menos ainda para as mulheres, já que menos de 8% delas têm acesso ao sistema financeiro. Isso perpetua uma cultura de opressão e de dependência, ao impedir que possam trabalhar e viver por conta própria.

O PayPal não veio ao resgate, pois não está disponível para os afegãos. A Western Union só apareceu para mandar lembranças, já que a burocracia e os absurdos custos envolvidos em seu serviço de remessas internacionais por lá tornam tudo inviável. 

O Bitcoin deu fim à questão ao funcionar perfeitamente como uma rede neutra para pagamentos. Não está ligado a um país ou empresa em particular, por isso não elimina o acesso de ninguém. Além de ser radicalmente seguro e inviolável, é ainda inteiramente digital, fazendo com que os recursos recebidos pelas mulheres não pudessem ser tomados por quem quer que fosse, dentro ou fora de suas casas.

Desde então, Roya e Forough se tornaram duas das maiores embaixadoras das moedas digitais no Oriente Médio. E você, enquanto acompanhava a descrição dessa história verídica, acabou de ver 5 razões para investir em Bitcoin.

100% digital

Em agosto de 2010, Satoshi Nakamoto (criador do Bitcoin) publicou o seguinte comentário no BitcoinTalk, primeiro fórum do mundo dedicado exclusivamente à criptomoeda:

Como um experimento mental, imagine que exista um bem tão escasso quanto o ouro, mas com as seguintes propriedades:

– possui uma cor entediante (“diferente do ouro que é amarelo e brilha”)
– não é um bom condutor de eletricidade
– não é particularmente forte, mas também não é dúctil ou facilmente maleável
– não é útil para qualquer finalidade prática ou decorativa

mas tem uma propriedade mágica especial:
– pode ser transportado através de um canal de comunicação

Se, de alguma forma, adquirisse algum valor por qualquer motivo, qualquer pessoa que desejasse transferir riqueza a uma longa distância poderia comprar, transmitir e pedir ao destinatário que o vendesse.

Talvez ele possa obter um valor inicial circularmente, a partir de pessoas que prevêem sua potencial utilidade para trocas.

A descrição de Satoshi ilustra perfeitamente as características do Bitcoin, o “bem” digital do qual sua analogia falava. Com uma rigidez monetária similar à do ouro, ele vem sendo chamado por muitos entusiastas de “ativo inviolável”, na melhor acepção do termo. 

Isso graças à sua natureza inteiramente digital. Pode ser poupado por indivíduos buscando fugir de políticas autoritárias ou que vivem em regiões afetadas por crises financeiras. Tendo todas as informações necessárias para seu funcionamento armazenadas em centenas de milhares de cópias mundo afora, sua rede forma uma espécie de “nuvem descentralizada de dados” que é a blockchain.

A partir dela, qualquer um pode mover recursos online, sem se preocupar com barreiras ou riscos do mundo material, como fronteiras geográficas, confiscos ou limitações impostas pela burocracia local. Esse foi um fator crítico para o sucesso da iniciativa das empreendedoras afegãs e que não está disponível da mesma forma em nenhum outro ativo existente hoje. 

O Bitcoin é “inconfiscável”.

Seguro e privado

O Bitcoin é a última fronteira da desmaterialização, por ter possibilitado a representação de escassez nos meios digitais. Digitalizamos a música, o vídeo, colocamos tudo no streaming. Tinha ficado faltando apenas o dinheiro, dado o desafio de se criar algo que não pudesse ser “copiado e colado”.

E foi justamente esse o desafio superado. A tecnologia blockchain assegura um registro inviolável de todas as moedas em circulação, bem como das transações feitas com elas. Mantida de forma descentralizada e acessível a qualquer pessoa, é o que torna impossível na prática gastar duas vezes o “mesmo dinheiro”, gastar o dinheiro de outros usuários ou voltar atrás em uma transação após validada pela rede. 

Ou seja, no Bitcoin você é o banco, não há quem possa lhe tirar o domínio sobre os seus recursos na moeda digital. E mais: é um banco “suíço”, já que você não precisa vincular quaisquer dados pessoais à sua carteira digital de bitcoins. 

Tudo funciona unicamente a partir de chaves criptográficas, que servem tanto para sua identificação perante à rede quanto para você assinar suas transações sempre que quiser enviar recursos a outro usuário. Não há cadastro ou instituições envolvidas, logo não há como restringir o uso de ninguém. Trata-se de um ambiente perfeito para fugir do autoritarismo crescente em diversas nações.

O Bitcoin é inviolável.

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Disponível 24/7

De seu lançamento em janeiro de 2009 até os dias de hoje, o Bitcoin nunca passou por qualquer interrupção sistêmica. Sua rede está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana. Ela é mantida por voluntários espalhados por todo o globo, com algo na casa de centenas de milhares de máquinas (por vezes “servidores” inteiros) assegurando que tudo opere rigorosamente como foi programado para ser.

Em diferentes momentos da história, bastou um sinal de crise para que diversos serviços entrassem em colapso e deixassem a população a ver navios quando buscava reaver seu dinheiro ou enviá-lo a alguém. Esse tipo de problema

Está longe de afligir somente regiões mais críticas como o Afeganistão. Na verdade, sobram exemplos recentes como os de Argentina, Grécia, Líbano e tantos outros. 

Isso contrasta demais com a natureza do Bitcoin, cuja disponibilidade pode de certa forma ser considerada superior até mesmo à da internet. Graças à conectividade da rede Bitcoin com satélites orbitando a Terra, é possível que qualquer um sincronize seus dispositivos com a rede, até mesmo em regiões remotas sem acesso à internet ou em zonas de conflito com controle de tráfego.

O Bitcoin é imparável.

Livre de influências políticas

Se desinteresse econômico por parte de empresas privadas, excesso de burocracia estatal e culturas autoritárias são alguns dos piores males por que uma sociedade pode passar, estar em um país com políticas monetárias equivocadas pode ser igualmente devastador. 

Mas se no sentido literal é difícil arbitrar territórios e se mudar para o lugar do planeta com o qual mais nos identificamos, quando se fala da melhor política monetária potencialmente já inventada, a do Bitcoin, trata-se de algo acessível há bilhões de indivíduos mundo afora. Isso porque, diferente das moedas nacionais como o dólar ou o real, o Bitcoin é sempre muito mais imune a influências políticas.

Todas as suas regras foram definidas por meio de código computacional e se mostram invioláveis na prática, devido ao forte poder de processamento acumulado em torno da segurança do protocolo. O fluxo de geração de novos bitcoins no tempo é sempre conhecido e quando se chegar ao limite de 21 milhões de unidades em circulação nem um único “centavo” a mais poderá ser criado.

Logo, comprar bitcoins é estar certo sobre o futuro do seu dinheiro, sem “pegadinhas”, confiscos, restrições, quantitative easing e tantos outros eufemismos comumente utilizados para evitar dizer que estão corroendo em ritmo crescente o poder de compra do seu dinheiro, principalmente aquele parado no banco.

O Bitcoin é apolítico.

Global

Como evidenciado pela história no início do texto, e reforçado pelas qualidades únicas mencionadas anteriormente, não bastassem esses atributos serem permanentes no Bitcoin eles são também universais. Quando dizemos que se trata de uma divisa global, não é apenas num sentido filosófico ou metafórico.

Negociando dezenas de bilhões de dólares diariamente, o Bitcoin oferece grande liquidez em mercados abertos de inúmeros países. É justamente isso que vem amplificando seu uso prático como meio rápido, barato e seguro para remessas internacionais. Assim como o ouro, temos nesse caso um ativo cujo valor é reconhecido globalmente, com a distinção de que se pode desfrutar desses benefício de qualquer território.

Especulação vs Investimento

O que se tira de tudo isso é que enquanto alguns vêem no Bitcoin um potencial para especulação de curto-prazo, aqueles que o entenderam ou precisaram utilizá-lo enxergam a utilidade real e o potencial de longo-prazo da tecnologia. Estes últimos se tornaram investidores, seja direta ou indiretamente. 

E essa é outra razão pela qual investir em BTC se torna atrativo para tantas pessoas. Com uma oferta decrescente e utilidades cada vez maiores, a matemática do caso é clara. 

Caso ele siga passando por melhorias técnicas e acelerado ritmo de adoção, enquanto grande partes das principais economias globais verá o valor relativo de suas moedas desabar, o Bitcoin pode passar por novas corridas de alta. 

Movimentos dessa natureza ocorreram em 2011, 2013 e 2017 e nada leva a crer que deixarão de existir. Pelo contrário, longe de ser apenas o caso do Afeganistão, o mundo inteiro irá precisar cada vez mais do Bitcoin.

O Bitcoin já é irresistível para muitos investidores e deve se tornar ainda mais nos próximos ciclos econômicos e tecnológicos.

*Este artigo não é uma recomendação de investimento.

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